terça-feira, 16 de novembro de 2010

E uma das coisas mais importantes que eu aprendi por ter ficado tanto tempo pulando de um albergue para outro, dividindo quarto com 10, 15 pessoas completamente desconhecidas num quarto amontoado de beliches foi a marcar meu território. No começo era muito boazinha e acabava me ferrando. Depois de conversar, certo dia, com uma indiana radicada nos EUA, foi que eu entendi. Na dúvida de qual cama escolher, a de cima ou a de baixo, ela me disse: 'well, you have a choise do make; if you wanna step on someone or if you wanna be steped on'. E pode parecer cruel, mesquinho, mas foda-se! Essa é mesmo a maldita escolha a ser feita, em qualquer ramo da sua vida. E não quero dizer, com isso, que devemos sair por aí puxando os tapetes alheios ou humilhando e diminuindo o próximo, mas sim que devemos fazer uma coisa que sempre foi muito dificil pra mim: se posicionar diante das situações. Fazer isso com quem eu não gosto sempre foi fácil. Mas fazer com quem eu amo ou nem conheço sempre me pareceu injusto. Anote aí pra não esquecer: não é. E disso, para minha felicidade e desespero de certas pessoas, eu não esqueço nunca mais.
Essas coisas que tem acontecido me deixam um tanto perdida. Como é que uma relação pode se transmutar assim, tão de repente? Algo que eu achava que me completava, que era quase viciante e agora está tão... entediante. E eu já não sei mais o que fazer. A gente planejava dividir tanta coisa... e de fato dividíamos. Mas a partir de uma situação específica tudo simplesmente ficou pesado, começaram as cobranças e a leveza da relação caiu por terra. A verdade é que desde cedo eu aprendi que a gente não pode obrigar alguém a gostar de você ou querer estar ao seu lado. Você pode dar bons motivos, mas cobrar é sempre um tiro no pé. E agora eu não tenho mais tido vontade de ligar, de dividir, de elogiar, de sair. É isso mesmo o que você queria? Porque eu já falei, já reclamei, de todos os possíveis meios, de todas as possíveis formas. Essa agora vai ser a última. Você simplesmente não quer entender. Logo você, que sempre foi uma boa ouvinte? Como eu disse. Estou confusa.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

tudo novo de novo

Sabe de uma coisa? Toda vez que eu volto pra casa, começo a imaginar... são pensamentos ruins, muito ruins, porque a verdade é que eu cismo em querer estar preparada pro pior. E eu simplesmente não sei como levar isso tudo que tem acontecido, porque de certa forma me parece que eu não escolhi estar aqui. Tá certo, claro que eu escolhi, mas porque mesmo foi que eu resolvi me jogar assim, de repente, sabendo que eu posso cair, sabendo que eu posso passar de novo por tudo aquilo que eu jurei pra mim mesma que jamais me permitiria passar? Eu evito falar, evito perguntar. Você com certeza não diz. E eu não sei o que acontece quando eu não estou do seu lado. Não sei o que você faz, com quem você faz, o que você fala, nada. Eu não sei de absolutamente nada. Então eu fantasio. E finjo que não me importo, que não fico curiosa. Repito e repito inúmeras vezes que eu não me importo, que nada disso me importa, que dane-se você, as suas coisas, as suas pessoas, que eu ainda tenho uma vida, que tomara-que-isso-acabe-logo-enquanto-eu-ainda. E imagino você com outra e a naturalidade com a qual eu reagiria, porque afinal de contas você não me afeta em absolutamente nada e eu já passei por coisa muito pior vinda de pessoas muito mais relevantes que você. Então eu simplesmente viraria as costas, pensando 'que cabaço' e te diria um adeus seco, completamente seco e nunca mais. Ai, deus, porque diabos você não me conta nada?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Relendo certas coisas aqui, fico com a impressão de que já se passou muito tempo. Porque eu estou bastante mudada e me sentindo completamente diferente... Fato é que o tempo cronológico quer dizer pouquíssima coisa. O tempo real, o da cabeça, o das mudanças por dentro sim, é o que conta. Impressionada com as pessoas, dessa vez no bom sentido. finalmente!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nova era

Viver tem me dado um trabalho danado. Mas é tão bom gostar do próprio trabalho... Estudar tem sido divertido. Ir à aula tem sido incrível! Me sentir produtiva dá uma renovada na energia. E sair com os amigos, nossa! Nunca foi tão engraçado... A verdade é que tenho me focado em outras coisas, outras pessoas, outros projetos e tem sido tão, mas tão bom que até o cansaço no final do dia tem sido redentor. Bom, né?!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Fadiga generalizada

A verdade é que eu tenho medo. Medo de me expor, medo de me entregar, medo de gostar de alguém de novo. Se dou telefone e me ligam, não atendo, fujo. Fujo mesmo. Maldita mania. Seria preciso fazer tantas coisas! Começar tudo de novo... esse processo de conhecer alguém, de acender velas, de forjar climas, de insinuar convites... Muito cansada de tudo isso. Muito cansada de ouvir sempre o mesmo 'você é muito especial' de alguém que não faz idéia do que tá falando. Não que eu não seja, entende? To mesmo muito cansada das pessoas.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Todo carnaval tem seu fim

A verdade é que eu não estou pronta. Como todo mundo, eu quero ter alguém com quem ficar agarradinho no cinema, ir a um bom restaurante ou ligar em uma noite solitária. E eu tenho. Mas não é o que deveria ser, ou pelo menos não como deveria ser. Porque eu quero um dia e esse dia não é agora? Porque é a pessoa errada? O que eu sei é que eu queria não ter que dar satisfação e acabo tendo que dar. Não quero que ele vá a determinados programas, mas ele se convida. E isso tem me irritado bastante. Mesmo. E justo quando eu ia dar um ponto final nisso tudo, ele vem fofo e me dá um presente. Maldito Timming. Credo.