terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Verdades III
O primeiro beijo foi mágico e tratou de ferrar de vez com os próximos anos da minha vida. Antes eu tivesse resistido àquela promessa principesca de um relacionamento encantado, que duraria por toda esta e outras vidas. Mas não. Idiota, sonhadora, adolescente ainda, caí. Duas semanas depois desse primeiro beijo estávamos namorando. E eu, irremediavelmente apaixonada. No início, dizem, tudo é lindo. Mas não. Os meus inícios são sempre conturbados. Detesto ter que me adaptar aos hábitos do outro, entender os mecanismos do outro, tenho verdadeiro pavor. Ou talvez seja só preguiça. A questão é que com ele não foi diferente. De vez em quando dava até aquela saudade do ex, que já entendia quando eu não estava de bom humor, quando estava passageiramente triste e até o que gostava de comer (resumindo, já estava devidamente treinado). Mas este tinha que aprender tudo do zero. E, desde sempre, paciência nunca foi o meu forte (embora com ele a paciência tenha aumentado bastante, afinal, era o meu príncipe, só faltavam algumas adaptações).
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