segunda-feira, 29 de junho de 2009

Erros

É mais por ego do que por amor. É saber que eu sou importante, ainda. Necessária até. Ser acordada assim, de madrugada e ouvir da outra pessoa que tinha que ser pra você. Que ela não ligaria pra mais ninguém e que nem sozinha estava, cheia de gente em volta, mas solitária. Ela queria você. A SUA voz. Os SEUS conselhos. Você era importante a ponto de nem mesmo o tempo e a distância terem desgravado aqueles 8 números da memória ou o sentimento de conforto, de segurança, do coração. Ainda assim, basta! Você não pode ter o meu melhor se não levar junto o meu pior. A escolha foi sua! Foi você quem fugiu dessa vez. Depois de tantas promessas, te tantas juras... Eu estou bem e apesar de não querer você longe, não quero que ache que pode contar comigo pra tudo. Quer dizer que pra se divertir contigo, eles. Pra ouvir teu choro, eu? Não vai ser assim... fique avisado.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Engatinhando 2

Eu não sei se é uma mania só minha, mas volta e meia quando estou andando na rua, ou durante o banho ou durante o 'passeio' diário de metrô pro Centro, às 8 horas da manhã, com o vagão superlotado superlotando ainda mais quando chega na Estácio, ou, pior ainda, na Central e talvez pra evitar um pouco que aquele sentimento de mau humor, de desespero, de não pertencimento ou o que quer que seja cresça ainda mais, eu fantasio. E esqueço do dia infernal que eu tive, do calor, das gentes empurrando e sendo empurradas, do cheiro de perfume barato, das meninas que adentraram o transporte público pra ficar ali, na minha frente, com o cabelo encharcado daquele condicionador de 1 real gosmento, da vida. É o meu momento de fuga da realidade. Sim, porque é preciso fugir da realidade pra não se perder a cabeça, pra não se enlouquecer. E eu fico perdida nos meus devaneios, quase sempre sobre situações futuras e invento diálogos, avalio pessoas, crio contos, pondero sentimentos e quando o maldito metrô abre as portas, eu simplesmente esqueço. Tudo. De bom, de ruim. Vai ver que é por isso que eu nunca escrevi nada.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sinceramente...

"Olha... não é nada pessoal não... me faltam mesmo cúmplices aqui. E você me pergunta por que não poderia resolver esse problema? Simples. A relação que a gente tem é, convenhamos, superficial. É sair pra ver filme, contar piada, fazer carinho, ficar abraçadinho... Não, eu não estou falando mal. Nem é uma crítica se você quer saber. Acontece que eu preciso de uma relação leve como a nossa nesse momento, mas preciso de alguma relação densa que me permita destrinchar os mínimos detalhes dessa minha mente tão perturbada. E, vamos encarar os fatos? Dificilmente um tipo de relação se transmuta assim, em outro. Eu quis você exatamente pra isso, pra esse propósito. Eu nunca imaginei discutir Freud, Rock ou Caio F.. Eu nunca quis, não vai ser agora. E eu entendo que você me ache inteligente demais e engraçada demais e inspiradora demais, mas eu não acho realmente nada disso a seu respeito."... Ah, se eu tivesse coragem...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Caio F.

"...Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois. Para me dar força, escrevi no espelho do meu quarto:¨Tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é? É o que estou tentando vivenciar. Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis, becos-sem-saída. Nada é muito terrível. Só viver,não é? A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito qualquer de ficar numa boa. O meu tem sido olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir. Porque não estou fluindo."

futuro

Meu pai me ensinou que se você batalhar pelo que quer, você acaba conseguindo. Minha mãe me ensinou que nunca é tarde pra mudar de vida. E sabe o que eu tô fazendo com isso no momento? Nada. Absolutamente. Eu não tenho tido nenhuma motivação pra sair dessa lama que me afunda cada dia mais. Eu olho pro lado e vejo a P* falando que ama todas as matérias, que deixa de sair com as pessoas pra estudar, mas por prazer... Cara... eu tô tão longe disso! Só passando em concurso eu vou sair dessa. Ou aceitando de vez o lado Giovanna, colocando uma mochila nas costas e caindo no mundo. Nenhum dos dois é fácil, acredite. E eu não sei mais o que eu quero.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Reflexão do dia

Eu tenho mesmo muito medo de me fechar. De nunca mais sentir aquele frio na barriga, nunca mais lançar aquele olhar apaixonado, nunca mais achar lindo ver alguém dormir.. Mas agora, de onde eu olho.. sei lá... parece que não é mesmo pra mim. E que a única forma de evitar tudo o que vem depois do 'se apaixonar' é se fechando, não se entregando a mais ninguém. Arumando outras coisas pra fazer. Quem foi que disse que pra ser feliz tem que ser a dois? Ir me fechando pro amor a um homem, mas não pro amor à vida, entende?! Vejo tanta gente que hoje se enterra em um casamento frio, tanta gente que não conheceu nada da vida porque desistiu de muita coisa por causa de um amor [que hoje em dia nem mais amor nem mais paixão nem mais carinho é] que eu fico pensando se ficar pra sempre sozinha [e não solitária] seria mesmo uma coisa pra qual eu não quero me preparar. Talvez seja um pouco das cicatrizes do coração doendo, um certo recalque... Claro que é bom ter alguém com quem compartilhar as coisas, ficar de mãos dadas numa noite fria, mas será essencial à minha felicidade? Sem respostas por hoje...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Engatinhando...

Eu estava pensando... por que postar com um alter ego [ou codinome, se preferirem... o certo, no meu caso, é mesmo alter ego, mas essa é uma outra história, pra outro dia] se ninguém vai realmente ler o que eu estou escrevendo? A idéia é escrever pra mim mesma. É treinar e sonhar no meu íntimo que alguém um dia vai ler e se identificar. E aí, quem sabe eu não estaria tão sozinha... Sabe que eu nem posso reclamar tanto. Apesar de estar irremediavelmente sozinha, porque sempre estive, tenho que me ouça e me entenda na maior parte das vezes. E são DUAS pessoas. Incrível! Com o resto eu me limito a ir só até onde eles alcançam, porque de nada me serviria furar suas bolhas [embora de vez em quando, em algum ataque de domingo à noite eu tente fazê-lo]. Quem ler isso algum dia [e eu espero que não], vai perceber que o texto está completamente confuso. Que não tem início, nem meio e muito menos um fim. Dizem que pra gente escrever melhor basta ler muito e escrever mais ainda e isso aqui é uma tentativa. Não sei ainda onde vai parar, se é que vai parar, mas evoluir pra algum lado vai, tenho certeza. O truque é postar todo dia. E daí, as coisas passam a se encaixar.

[Vai ver que escrevo assim, desde criança, porque escrevendo pelo menos eu passava a pertencer um pouco mais a mim mesma. Por Clarice Lispector]

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Caio F. - Os dragões não conhecem o paraíso

Tenho tentado muito. Mesmo. Ser positiva ou qualquer coisa que não saberia dizer o que era.

"Então, que seja doce... Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada.."

Sampa

Como diria um grande amigo, quem diz que não gosta de São Paulo o faz por ignorância. É pura falta de conhecimento de causa ou, no mínimo, de coração. Sim, porque pra conhecer realmente São Paulo você tem que estar com o coração aberto, sem pensar no trânsito caótico, no excesso de monóxido de carbono no ar, nos motoboys... Em São Paulo você pode ser específico. Gosta de Rock? Tem. De bons resturantes? Tem. Bar alternativo? Positivo. Museus, mostras, teatros? Sempre. A Mercearia São Pedro é um ótimo exemplo de lugar bacana que, se fosse no Rio, estaria fadada ao fracasso. Tudo isso porque o dono se dá ao luxo de ser específico. Ele vende os livros que quer, o filmes que gostou de assistir e só prepara caldinho de feijão [segundo o pópior cardápio] em noites frias. Evidente que quem decide qual noite é quente ou não é ele. E evidente que a minha querida e maravilhosa praia faz falta [apesar de eu muito raramente ter paciência de disputar um espaço na areia com o resto dos pouco criativos habitantes da Cidade Maravilhosa], mas em um feriado tão curto como esse... São Paulo tem me perecido uma opção tentadora...