terça-feira, 6 de outubro de 2009
Semi-Patologia
Eu realmente tenho que parar de [me] atrair [por] muletas. Ótimo que o cara seja bonitinho, gostosinho e novinho, mas pra ficar olhando. Dá nisso, sempre dá. Palavras mal interpretadas por uma cabecinha que acha que só existe uma maneira de se fazer sexo. Boy, o problema não sou eu, é você. Os meus são muitos, confesso, mas não esses, não assim. Passa muito mais por mania de controle e de intimidade do que pelo sexo em si. Intimidade... sabe o que é isso? Não é só ir lá, meter o pau, dar meia dúzia de lambidas e gozar. E eu nem tô falando de sexo romântico não! Sexo bem feito! Porque falar é fácil, ter pau grande é sorte, mas agir... aí é competência mesmo. Culpa minha, mais uma vez, por escolher alguém que mal saiu da puberdade. Alguém que não sabe nem quer saber se relacionar. E, mais uma vez, eu nem falo aqui de relacionamento amoroso. Falo em se relacionar, em escutar o outro, em observar. Sexo é feeling. Como você vai saber descobrir o outro se o teu ego tá preocupado demais consigo mesmo? Sexo. Era só isso mesmo que eu queria. Mas sexo bom. Não vou mais acender vela pra mau defunto. E, definitivamente, não vou dar só porque você quer. Tem que me fazer querer também. Mais um café-com-leite. E contando...
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Amigo
Tentando não ficar eufórica e manter os pés no chão, fazendo cálculos e mais cálculos e pesquisas sem fim para ter certeza de que tomei a decisão mais acertada pra mim. A verdade é que sempre foi certo, a questão sempre foi o tempo, foi a coragem, mas eu nunca tive dúvidas. Agora, ante a real possibilidade de morar sozinha e de cuidar eu mesma das finanças, das contas, da casa, de tudo, resta saber se o momento chegou. Ai!!!!!!! Como saber de antemão se a decisão tomada é a mais certa?! A verdade é que se eu não arriscar agora, capaz de ficar pra sempre me mantendo à distância, sem viver aquilo que eu sei que eu tenho que viver, por ser realmente mais cômodo, mais fácil e menos dispendioso. Pensando com a cabeça, pra variar. Nossa! Como eu queria, pelo menos pra isso, pensar com o coração...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
A verdade é que eu ficaria [agora] uns dois dias inteiros remoendo Caio F. Remoendo mesmo, cutucando, doendo, chorando. Talvez eu até precise. Mas decidi ficar bem. Decidi olhar em volta e achar que o mundo continua rodando, que a vida não parou e que todas essas minhas pequenas coisas que doem são demaziadamente pequenas pra eu me importar com elas. Mas, no fundo [ou nem tanto] eu me importo.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Ás de Copas
No dia seguinte, meio por acaso me arranhei numa ponta de ferro dessas da vida. Ferida grande, vermelha de sangue. Naquele dia, depois de lavar a ferida e colocar um remédio qualquer, tirei foto. E jurei, em silêncio, que a ferida do meu coração tinha o exato tempo da ferida da perna pra cicatrizar. Desde então, tenho tentado cumprir com a minha promessa. Alguns dias são mais fáceis que outros, fato. Mas agora que a ferida física está quase sumida e eu achei que tivesse feito o mesmo com a outra, você me aparece e ferra tudo de novo. Pior! Nem foi você, fui eu! Fui eu quem achou que já estava na hora do golpe final pra isso tudo. De ir embora de vez, de não pensar mais nem nos dias escuros. E me bateu uma saudade irracional de você. Sério... que merda que eu fiz...
Áries com ascendente em gêmeos
Não, meu caro, não se engane... eu não sou mais o que costumava ser. Eu não choro mais pelos cantos, eu não careço mais de abraços. Eu estou a um passo da auto-suficiência. Lembra daquela menina que se rendia, de barriga pra cima? Que se esforçava pra estar sempre disponível pra vc, pros seus sonhos, suas brechas, seus caprichos?! Acabou, sumiu, kaputz! Eu não sonho mais, nem por mim, nem por outros. Agora eu não sonho mais, eu faço. E cada vez mais bem feito, por sinal. Agora eu não tenho sonhos, eu tenho metas. Objetivos muito palpáveis até. E depois de vc eu tenho certeza da minha força pra sair de situações viciantes e aburdas, embora tenha sido suficientemente fraca pra entrar nelas. Eu não sou mais adereço, meu caro. Agora eu sou o principal, a prioridade que vc nunca me deixou ser. Agora posso finalmente dizer: eu sou eu! Sem culpa, sem exageros, sem remorso. E por isso eu te agradeço. Por tudo, mas principalmente por ter saído da minha vida.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Ás de Copas
Foi melhor do que eu esperava. Conversa fácil, descontraída. Nem parecia tão esperada e, principalmente, tão necessária. Deixar o passado pra trás, esquecer o futuro que nunca veio pra se concentrar alí, os dois, naquela mesa de bar. Falar mal e falar bem sem alterar o tom de voz. Blasé. Não era o que eu queria? Nem os copos de cerveja conseguiram abalar aquele teatralismo e, ainda assim, tudo o que era essencial foi falado. Ele não me quer mais. A minha vida está muito melhor sem ele. Cada um assumiu sua parcela de responsabilidade, sorriu, desejou o melhor pro outro. Simples, bonito. Mas verdadeiro? Será? O quão honesta terei sido comigo mesma? Falei mesmo tudo que era pra ser dito? Ou será que ele recebeu bem demais, sem alterar a voz? Ou será que simplesmente dói porque é de uma solidão tão grande e tão fria perder um grande amor assim, pro tempo, pro afastamento, pra desistência? E se ele não me ama o suficiente pra estar comigo, parece que ninguém mais ama e que até aquilo que eu acreditava ser amor não passou de uma piada de mau gosto. "quando a gente precisa que alguém fique, a gente constrói tudo, até um castelo". E eu, pra quem tinha sido prometida ao menos uma casinha com cerquinha branca estou sem-teto.
terça-feira, 28 de julho de 2009
With all my guts
Nada de texto agora. Eu queria dizer que sofro de uma 'doença' totalmente psicossomática chamada "Síndrome do intestino irritável". Basicamente o meu sistema digestivo se volta contra mim quando eu fico nervosa demais [pra simplificar bastante]. Ocorre que um certo médico me disse que essa é uma doença típica de pessoas que engolem sapo e desde então eu venho observando as minhas crises. Sempre que eu estou infeliz, meu corpo reclama. Quando eu acho que to feliz e ele se manifesta, pode ter certeza de que tempos depois eu vou olhar pra trás e ver que eu enganei a mim mesma. Então tá decidido. Nada dessas coisas convencionais de seguir o coração ou seguir a cabeça. Os dois se confundem, não sabem pensar direito, não sabem pegar todos os sentimentos e tirar deles uma síntese. Só um órgão meu sabe realmente o que quer e não mente jamais. Que não se deixa ludibriar pelas lentes cor-de-rosa do coração nem pela matemática do cérebro. A partir de hoje, eu vou seguir o meu intestino.
Distante
Hoje me dói. E eu não saberia dizer porquê se, ao repassar na memória o dia todo, todos os fatos, todos os sentimentos, essa dor não tem muita razão de existir. Mas existe. E dói bem lá no fundo, sabe?! Naqueles pontos onde a gente nem sabe precisar direito onde ficam? É só hoje, eu sei. Amanhã, quem sabe, não terá sumido? Mas hoje ela dói... e seria só um ligeiro incômodo se não me enchesse os olhos d'água, se não desse esse nó na garganta, essa sede, esse arrepio. E eu não quero incomodar e quem eu poderia alugar sem remorsos não tem maturidade nem QI pra entender. E é isso.. eu queria tanto alguém que ouvisse e entendesse essa maldita dor que insiste em me pegar assim, de vez em quando, nos momentos menos prováveis e me dá uma vontade louca de fugir, de ir embora, de abandonar tudo, de. Dessa vez não é questão de falar, mesmo. É questão de ser entendida e eu tenho sido tão pouco. A verdade é que o mundo é quase todo como aquele Ás de Copas: só entende o que quer. E ser diferente é quase sempre bom, mas nesses momentos, onde você procura justamente alguém igual... ou alguém que queira entender, sabe?! Então... impossível.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Sozinha
O mundo anda girando rápido demais. Mal esqueci uma ressaca moral, lá vem outra. Sinto falta de gente parecida comigo, de gente que me entenda. E, ao mesmo tempo, ando tão saturada de gente, sabe? Sinto falta dos meus amigos que se foram. Pra longe, não pra sempre. Mas já é o suficiente pra eu me sentir cada vez mais só. As pessoas aqui não estão preparadas pros meus chapéus, pro meu humor, pras minhas lambidas repentinas. Será que é tão estranho assim? Não, não é justo! O justo seria se eu pudesse me expressar na minha forma, da forma que eu quiser, desde que sem magoar ninguém. E não tivesse que ter medo de ser julgada, de ser mal interpretada por essa gente de mente tão absurdamente presa e limitada.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Áries com ascendente em Gêmeos
E ela me disse 'nossa... você abre mão do infinito todos os dias'. E sabe que era verdade? Eu abri mão. Abri mão daquele desenho de infinito que ele traçava com o dedo, sempre, perto do meu joelho. Eu abri mão porque aquilo tudo não passava de um conto de fadas que deu errado. Era mentira. A minha razão sabia que era mentira. Mas o coração não. E durante tanto, mas tanto tempo eu fiquei me martirizando, me achando culpada, burra, idiota por ter aberto mão de algo tão perfeito, mesmo sabendo que não era, entende?
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Ás de Copas
Como é que eu poderia te criticar por querer fazer essas coisas todas, se eu mesma já as fiz? Se eu mesma sempre incentivei as pessoas a fazerem? Fato é que eu te superestimei. Afinal, como eu poderia esperar diferente dos seus 22 aninhos? Não, eu não disse imaturo. Foi justamente isso que me enganou. Eu quis dizer inexperiente. Queria eu poder dizer 'vai pelo caminho da esquerda, que o da direita tem lobo mau e solidão medonha', mas a gente sabe que não é assim que funciona, né? Você precisa errar, precisa aprender a tropeçar e a levantar sozinho. Como eu fiz. Você ainda tem muita coisa a aprender e eu sei. Foi erro meu não ter levado isso em conta. Eu queria e precisava acreditar em todas aquelas suas promessas, naquelas juras, naqueles planos... eu acreditei naquelas mentiras, naquelas flores - e não eram mentiras do seu ponto de vista, porque, afinal, você não tinha experiência pra saber que aquilo que você sentia não era verdade - porque eu quis. Você não é tão moleque assim? Ah, 'deixa a vida lavrar sua alma antes, boy... depois a gente conversa'. Eu já disse. O erro foi meu! fui eu quem te deu corda. Fui eu quem se deixou levar. Que culpa tem você de não se conhecer bem o suficiente ainda? Tudo bem que você largou a terapia no meio alegando não ter dinheiro pra depois pedir pra sua mamãe um carro novo. Não, boy, eu não estou sendo sarcástica. Nem agressiva, nem nenhuma daquelas outras coisas que você insiste em dizer que eu sou. Você não vê? Eu só estou tentando te abrir os olhos. Mas você não precisa disso, né? Você já sabe de tudo, já ouviu de tudo, já tem o resto dessa sua vidinha me-ti-cu-lo-sa-men-te planejado. Você já resolveu que vai seguir os meus passos, mas me mantendo longe. Porque, afinal, você não quer que ninguém desconfie que esses passos que você está dando não são seus. Você não quer que ninguém descubra de quem você copiou os seus sonhos. Pra não ficar à sombra, mande o sol pra bem longe, não é assim?
quinta-feira, 9 de julho de 2009
olhando de fora
Hoje eu olho pra trás e vejo os defeitos. Deus! Como eu não vi isso antes? como não percebi que um era tão chato e egocêntrico e o outro tão infantil [e egocêntrio]? Como eu não percebi que o tempo todo estavam tentando me mudar e faziam isso por medo. Por simples e puro medo de ter alguém tão aparentemente forte do lado? Dizem por aí que os homens gostam de mulheres independentes, seguras, inteligentes... Mentira! O que eles querem á alguém que não os ameace, que não os ofusque. E, me desculpa, mas eu nasci pra brilhar. Só queria alguém que somasse brilho ao invés de tentar apagar o meu...
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Caio F. - Verdade Interior
"Frágil — você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal, de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse."
[vontade tanta, TANTA!]
[vontade tanta, TANTA!]
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Erros
É mais por ego do que por amor. É saber que eu sou importante, ainda. Necessária até. Ser acordada assim, de madrugada e ouvir da outra pessoa que tinha que ser pra você. Que ela não ligaria pra mais ninguém e que nem sozinha estava, cheia de gente em volta, mas solitária. Ela queria você. A SUA voz. Os SEUS conselhos. Você era importante a ponto de nem mesmo o tempo e a distância terem desgravado aqueles 8 números da memória ou o sentimento de conforto, de segurança, do coração. Ainda assim, basta! Você não pode ter o meu melhor se não levar junto o meu pior. A escolha foi sua! Foi você quem fugiu dessa vez. Depois de tantas promessas, te tantas juras... Eu estou bem e apesar de não querer você longe, não quero que ache que pode contar comigo pra tudo. Quer dizer que pra se divertir contigo, eles. Pra ouvir teu choro, eu? Não vai ser assim... fique avisado.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Engatinhando 2
Eu não sei se é uma mania só minha, mas volta e meia quando estou andando na rua, ou durante o banho ou durante o 'passeio' diário de metrô pro Centro, às 8 horas da manhã, com o vagão superlotado superlotando ainda mais quando chega na Estácio, ou, pior ainda, na Central e talvez pra evitar um pouco que aquele sentimento de mau humor, de desespero, de não pertencimento ou o que quer que seja cresça ainda mais, eu fantasio. E esqueço do dia infernal que eu tive, do calor, das gentes empurrando e sendo empurradas, do cheiro de perfume barato, das meninas que adentraram o transporte público pra ficar ali, na minha frente, com o cabelo encharcado daquele condicionador de 1 real gosmento, da vida. É o meu momento de fuga da realidade. Sim, porque é preciso fugir da realidade pra não se perder a cabeça, pra não se enlouquecer. E eu fico perdida nos meus devaneios, quase sempre sobre situações futuras e invento diálogos, avalio pessoas, crio contos, pondero sentimentos e quando o maldito metrô abre as portas, eu simplesmente esqueço. Tudo. De bom, de ruim. Vai ver que é por isso que eu nunca escrevi nada.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Sinceramente...
"Olha... não é nada pessoal não... me faltam mesmo cúmplices aqui. E você me pergunta por que não poderia resolver esse problema? Simples. A relação que a gente tem é, convenhamos, superficial. É sair pra ver filme, contar piada, fazer carinho, ficar abraçadinho... Não, eu não estou falando mal. Nem é uma crítica se você quer saber. Acontece que eu preciso de uma relação leve como a nossa nesse momento, mas preciso de alguma relação densa que me permita destrinchar os mínimos detalhes dessa minha mente tão perturbada. E, vamos encarar os fatos? Dificilmente um tipo de relação se transmuta assim, em outro. Eu quis você exatamente pra isso, pra esse propósito. Eu nunca imaginei discutir Freud, Rock ou Caio F.. Eu nunca quis, não vai ser agora. E eu entendo que você me ache inteligente demais e engraçada demais e inspiradora demais, mas eu não acho realmente nada disso a seu respeito."... Ah, se eu tivesse coragem...
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Caio F.
"...Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois. Para me dar força, escrevi no espelho do meu quarto:¨Tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é? É o que estou tentando vivenciar. Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis, becos-sem-saída. Nada é muito terrível. Só viver,não é? A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito qualquer de ficar numa boa. O meu tem sido olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir. Porque não estou fluindo."
futuro
Meu pai me ensinou que se você batalhar pelo que quer, você acaba conseguindo. Minha mãe me ensinou que nunca é tarde pra mudar de vida. E sabe o que eu tô fazendo com isso no momento? Nada. Absolutamente. Eu não tenho tido nenhuma motivação pra sair dessa lama que me afunda cada dia mais. Eu olho pro lado e vejo a P* falando que ama todas as matérias, que deixa de sair com as pessoas pra estudar, mas por prazer... Cara... eu tô tão longe disso! Só passando em concurso eu vou sair dessa. Ou aceitando de vez o lado Giovanna, colocando uma mochila nas costas e caindo no mundo. Nenhum dos dois é fácil, acredite. E eu não sei mais o que eu quero.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Reflexão do dia
Eu tenho mesmo muito medo de me fechar. De nunca mais sentir aquele frio na barriga, nunca mais lançar aquele olhar apaixonado, nunca mais achar lindo ver alguém dormir.. Mas agora, de onde eu olho.. sei lá... parece que não é mesmo pra mim. E que a única forma de evitar tudo o que vem depois do 'se apaixonar' é se fechando, não se entregando a mais ninguém. Arumando outras coisas pra fazer. Quem foi que disse que pra ser feliz tem que ser a dois? Ir me fechando pro amor a um homem, mas não pro amor à vida, entende?! Vejo tanta gente que hoje se enterra em um casamento frio, tanta gente que não conheceu nada da vida porque desistiu de muita coisa por causa de um amor [que hoje em dia nem mais amor nem mais paixão nem mais carinho é] que eu fico pensando se ficar pra sempre sozinha [e não solitária] seria mesmo uma coisa pra qual eu não quero me preparar. Talvez seja um pouco das cicatrizes do coração doendo, um certo recalque... Claro que é bom ter alguém com quem compartilhar as coisas, ficar de mãos dadas numa noite fria, mas será essencial à minha felicidade? Sem respostas por hoje...
terça-feira, 16 de junho de 2009
Engatinhando...
Eu estava pensando... por que postar com um alter ego [ou codinome, se preferirem... o certo, no meu caso, é mesmo alter ego, mas essa é uma outra história, pra outro dia] se ninguém vai realmente ler o que eu estou escrevendo? A idéia é escrever pra mim mesma. É treinar e sonhar no meu íntimo que alguém um dia vai ler e se identificar. E aí, quem sabe eu não estaria tão sozinha... Sabe que eu nem posso reclamar tanto. Apesar de estar irremediavelmente sozinha, porque sempre estive, tenho que me ouça e me entenda na maior parte das vezes. E são DUAS pessoas. Incrível! Com o resto eu me limito a ir só até onde eles alcançam, porque de nada me serviria furar suas bolhas [embora de vez em quando, em algum ataque de domingo à noite eu tente fazê-lo]. Quem ler isso algum dia [e eu espero que não], vai perceber que o texto está completamente confuso. Que não tem início, nem meio e muito menos um fim. Dizem que pra gente escrever melhor basta ler muito e escrever mais ainda e isso aqui é uma tentativa. Não sei ainda onde vai parar, se é que vai parar, mas evoluir pra algum lado vai, tenho certeza. O truque é postar todo dia. E daí, as coisas passam a se encaixar.
[Vai ver que escrevo assim, desde criança, porque escrevendo pelo menos eu passava a pertencer um pouco mais a mim mesma. Por Clarice Lispector]
[Vai ver que escrevo assim, desde criança, porque escrevendo pelo menos eu passava a pertencer um pouco mais a mim mesma. Por Clarice Lispector]
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Caio F. - Os dragões não conhecem o paraíso
Tenho tentado muito. Mesmo. Ser positiva ou qualquer coisa que não saberia dizer o que era.
"Então, que seja doce... Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada.."
"Então, que seja doce... Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada.."
Sampa
Como diria um grande amigo, quem diz que não gosta de São Paulo o faz por ignorância. É pura falta de conhecimento de causa ou, no mínimo, de coração. Sim, porque pra conhecer realmente São Paulo você tem que estar com o coração aberto, sem pensar no trânsito caótico, no excesso de monóxido de carbono no ar, nos motoboys... Em São Paulo você pode ser específico. Gosta de Rock? Tem. De bons resturantes? Tem. Bar alternativo? Positivo. Museus, mostras, teatros? Sempre. A Mercearia São Pedro é um ótimo exemplo de lugar bacana que, se fosse no Rio, estaria fadada ao fracasso. Tudo isso porque o dono se dá ao luxo de ser específico. Ele vende os livros que quer, o filmes que gostou de assistir e só prepara caldinho de feijão [segundo o pópior cardápio] em noites frias. Evidente que quem decide qual noite é quente ou não é ele. E evidente que a minha querida e maravilhosa praia faz falta [apesar de eu muito raramente ter paciência de disputar um espaço na areia com o resto dos pouco criativos habitantes da Cidade Maravilhosa], mas em um feriado tão curto como esse... São Paulo tem me perecido uma opção tentadora...
Assinar:
Postagens (Atom)