sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A verdade é que eu ficaria [agora] uns dois dias inteiros remoendo Caio F. Remoendo mesmo, cutucando, doendo, chorando. Talvez eu até precise. Mas decidi ficar bem. Decidi olhar em volta e achar que o mundo continua rodando, que a vida não parou e que todas essas minhas pequenas coisas que doem são demaziadamente pequenas pra eu me importar com elas. Mas, no fundo [ou nem tanto] eu me importo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ás de Copas

No dia seguinte, meio por acaso me arranhei numa ponta de ferro dessas da vida. Ferida grande, vermelha de sangue. Naquele dia, depois de lavar a ferida e colocar um remédio qualquer, tirei foto. E jurei, em silêncio, que a ferida do meu coração tinha o exato tempo da ferida da perna pra cicatrizar. Desde então, tenho tentado cumprir com a minha promessa. Alguns dias são mais fáceis que outros, fato. Mas agora que a ferida física está quase sumida e eu achei que tivesse feito o mesmo com a outra, você me aparece e ferra tudo de novo. Pior! Nem foi você, fui eu! Fui eu quem achou que já estava na hora do golpe final pra isso tudo. De ir embora de vez, de não pensar mais nem nos dias escuros. E me bateu uma saudade irracional de você. Sério... que merda que eu fiz...

Áries com ascendente em gêmeos

Não, meu caro, não se engane... eu não sou mais o que costumava ser. Eu não choro mais pelos cantos, eu não careço mais de abraços. Eu estou a um passo da auto-suficiência. Lembra daquela menina que se rendia, de barriga pra cima? Que se esforçava pra estar sempre disponível pra vc, pros seus sonhos, suas brechas, seus caprichos?! Acabou, sumiu, kaputz! Eu não sonho mais, nem por mim, nem por outros. Agora eu não sonho mais, eu faço. E cada vez mais bem feito, por sinal. Agora eu não tenho sonhos, eu tenho metas. Objetivos muito palpáveis até. E depois de vc eu tenho certeza da minha força pra sair de situações viciantes e aburdas, embora tenha sido suficientemente fraca pra entrar nelas. Eu não sou mais adereço, meu caro. Agora eu sou o principal, a prioridade que vc nunca me deixou ser. Agora posso finalmente dizer: eu sou eu! Sem culpa, sem exageros, sem remorso. E por isso eu te agradeço. Por tudo, mas principalmente por ter saído da minha vida.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ás de Copas

Foi melhor do que eu esperava. Conversa fácil, descontraída. Nem parecia tão esperada e, principalmente, tão necessária. Deixar o passado pra trás, esquecer o futuro que nunca veio pra se concentrar alí, os dois, naquela mesa de bar. Falar mal e falar bem sem alterar o tom de voz. Blasé. Não era o que eu queria? Nem os copos de cerveja conseguiram abalar aquele teatralismo e, ainda assim, tudo o que era essencial foi falado. Ele não me quer mais. A minha vida está muito melhor sem ele. Cada um assumiu sua parcela de responsabilidade, sorriu, desejou o melhor pro outro. Simples, bonito. Mas verdadeiro? Será? O quão honesta terei sido comigo mesma? Falei mesmo tudo que era pra ser dito? Ou será que ele recebeu bem demais, sem alterar a voz? Ou será que simplesmente dói porque é de uma solidão tão grande e tão fria perder um grande amor assim, pro tempo, pro afastamento, pra desistência? E se ele não me ama o suficiente pra estar comigo, parece que ninguém mais ama e que até aquilo que eu acreditava ser amor não passou de uma piada de mau gosto. "quando a gente precisa que alguém fique, a gente constrói tudo, até um castelo". E eu, pra quem tinha sido prometida ao menos uma casinha com cerquinha branca estou sem-teto.